Rodrigo Baggio
15 de março de 2009 – 14:22Conheça o Rodrigo Baggio ideializar e criador do CDI – Comite da Democratização da Informatica e hoje um dos Diretores da ABCID – Associação Brasileira de centros de Inclusão Digital.
httpv://www.youtube.com/watch?v=IO0GpKu2uwE
Em 1995, aos 24 anos, Rodrigo Baggio fundou o Comitê para Democratização da Informática
(CDI), organização não-governamental que promove a inclusão digital visando à inclusão
social. O CDI é reconhecido internacionalmente como uma iniciativa qualificada de
promoção de novas oportunidades para indivíduos de baixa renda, sobretudo jovens em
situação de risco social. Mas a organização ainda atende, por exemplo, a populações
carcerárias, comunidades indígenas e pessoas portadoras de necessidades especiais, como
deficientes visuais e pacientes psiquiátricos.
O CDI atua por meio de Escolas de Informática e Cidadania (EICs) _ criadas em parceria
com organizações comunitárias, institutos e empresas _, realizando, sistematicamente,
campanhas de arrecadação de computadores e periféricos. O modelo pedagógico adotado
nas EICs tem por base conceitos de Paulo Freire: educadores e alunos são estimulados a
usar as tecnologias da informação e comunicação (TICs) como ferramenta de mudanças,
envolvendo-se em um processo de discussão, compreensão e transformação da realidade
de suas comunidades.
Em abril de 2003, junto com a Fundação Getúlio Vargas, o CDI lançou o Mapa da Exclusão
Digital, primeiro levantamento do apartheid digital no País. A obra vem servindo de
referência para definir estratégias na área, influenciar a elaboração de políticas públicas e
orientar as ações de empresas privadas e de organizações não-governamentais. Uma nova
edição está em vias de ser publicada, trazendo à tona os avanços e os entraves que
persistem.
A Nova Idéia
Fascinado por computadores desde menino, Rodrigo Baggio começou a conceber o projeto
do CDI já em 1993, quando levou a informática para algumas favelas do Rio e lançou a
primeira campanha nacional de arrecadação de equipamentos. Um pequeno grupo de
voluntários o ajudou a prosseguir e a gerar uma estrutura organizacional mais complexa,
que não pára de crescer e aperfeiçoar-se.
Desde as primeiras Escolas de Informática e Cidadania, o CDI capacita pessoas das próprias
comunidades para atuarem como educadores e expandirem a proposta do CDI no lugar
onde residem. Não aprendem apenas a manusear os recursos da informática, mas a usá-los
em favor do exercício da cidadania. Os alunos, por sua vez _ a maioria adolescentes ou
com pouco mais de vinte anos _, pagam uma taxa simbólica de apenas R$10 mensais para
freqüentar a EIC, embora possam prestar algum serviço em troca da mensalidade. As
Escolas procuram fomentar parcerias locais e conquistar apoio para sua auto-sustentação e
seu autogerenciamento, o que tem o aval do CDI. Contudo, a organização acompanha de
perto as ações das EICs, promove encontros entre seus representantes e oferece suporte na
manutenção dos computadores.
Algumas pesquisas e avaliações acerca do desempenho das Escolas do CDI dão conta do
crescente sucesso da iniciativa em diversas frentes. Muitos alunos não só conseguiram
trabalho, devido a habilidades em informática, como desenvolveram um interesse especial
pelos estudos e fizeram uma nova opção de vida, resistindo aos apelos do mundo do crime
e das drogas. Com o fortalecimento de sua auto-estima, alguns egressos das EICs estão
aplicando o seu conhecimento em diversas atividades comunitárias, inclusive em
campanhas de conscientização no campo dos direitos civis e da saúde. Há, também, os que
partiram para empreender pequenos negócios ou alavancar alguma idéia com foco na
tecnologia.
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Tags: campanha, informática, Lanhouse, licenciatura informatica, projeto politico pedagogico






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